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| Ação das forças de segurança, investimentos em tecnologia e treinamentos, como o realizado em Castanhal, têm sido decisivos para manter o Estado sem ocorrências desse tipo de crime. |
O Pará completou dois anos sem registrar casos de roubo a banco na modalidade conhecida como “novo cangaço”, crime caracterizado por ataques violentos a instituições financeiras, com domínio de cidades e uso de reféns. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), por meio da Secretaria-Adjunta de Inteligência e Análise Criminal (Siac).
A redução é considerada histórica: em 2018, o Estado registrou 19 casos. O último ataque ocorreu em 8 de setembro de 2023, em Viseu, e foi totalmente esclarecido, com todos os envolvidos presos.
O secretário de Segurança Pública, Ualame Machado, destacou que os resultados são fruto de um trabalho integrado entre as forças policiais, investimentos em tecnologia e fortalecimento das unidades especializadas. “Ainda que não tenhamos registros desde 2023, mantemos nossas ações de investigação e prevenção, por meio de um comitê permanente que define estratégias de enfrentamento”, afirmou.
Castanhal em destaque
Castanhal tem sido palco de importantes ações de capacitação das forças de segurança. Em julho deste ano, a cidade sediou um simulado técnico de ataque a carro-forte e banco, durante a 7ª edição do Curso de Plano de Gestão de Crise de Segurança nas Cidades (CPGCSC).
A simulação reproduziu uma situação real de “domínio de cidades” e envolveu equipes da Polícia Civil, Polícia Militar e outros órgãos, permitindo o treinamento de agentes para ocorrências de alta complexidade.
O delegado Felipe Castro, diretor da Delegacia de Repressão a Roubos a Banco e Antissequestro, ressaltou que o trabalho de qualificação é fundamental para manter o Estado livre desse tipo de crime. “Estamos prestes a completar três anos sem ataques a carros-fortes, o que demonstra o sucesso das ações integradas de investigação e prevenção”, disse.
Investimentos e estratégias
Desde 2017, o governo estadual tem investido na reestruturação da Delegacia de Repressão a Roubos a Banco e Antissequestro e na criação da Delegacia de Repressão a Facções Criminosas (DRFC). Além disso, o Comitê Permanente de Enfrentamento às Ações Criminosas Contra Instituições Bancárias e Transportes de Valores, criado em 2022, elabora estratégias de combate e prevenção em todo o Pará.
As medidas incluem o uso de viaturas blindadas, drones táticos, armamento especializado e treinamentos constantes. De acordo com o delegado André Costa, titular da Siac, o foco é atuar de forma preventiva: “Tudo é planejado para impedir novas ocorrências e manter a segurança da população paraense.”

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